quarta-feira, 16 de julho de 2014

AGUA PARA EL MOLINO!!

MÁS AGUA PARA EL MOLINO!!

Siempre hemos llevado AGUA a este MOLINO...

a Mulher segue sendo a Água que flui interminavelmente, vertiginosa e inapreensível, com milhares de rostos e enigmas,  como julgou e expressou tao bem esse autentico e superior Sygmund Freud que foi o grandioso escritor irlandes James Joyce, sobretudo no ''des-virgulado'' e ''in-pontuado'' monólogo de Molly Bloom e em Finnegans Wake ao retratar Ana-Lívia como um sonho que era um rio que era um sonho sem fim correndo para o mar.
Recordo que quando lhe perguntaram á Joyce sobre Freud (que havia perdido noites de sono lendo e relendo a obra hieroglífica de Joyce... Joyce respondeu: ''I AM FREUD''. 

Ainda assim, os dois foram para a tumba perplexos postulando mais ou menos a mesma coisa, que a mente feminina é um labirinto do qual não se pode sair ou do qual se saía mais confuso do que antes...
'o sonho navega por águas que a vigilância comprometida com o socialmente aceito deliberadamente ignora''
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A possibilidade de que as plantas tenham memória não se mostra tão remota se pensarmos que o DNA em si mesmo é um dispositivo biotecnológico de transmissão de memória. Em outras palavras todos os seres vivos estamos feitos substanciialmente de memória.. informação que se inter-comunica através de transmissores celulares.. Mas sugerir que a ÁGUA tenha memória já é um pouco mais arriscado, en tanto que a água tem uma composição molecular relativamente simples - as alianças de hidrogênio que a compõem duram apenas microsegundos antes de romperem-se e reformularem-se.. ainda que ela seja a base da vida e do mesmo DNA (se ha descubierto que las moléculas del agua influyen en el materia genético). A água inclusive poderia ser considerada o oposto da memória, o oposto da fixação, sempre em permanente mudança, fluindo, mutável, nunca a mesma . Na mitologia grega existe o Rio Letes de cujas águas do infra-mundo os mortos bebiam para esquecerem suas vidas passadas. Um Rio que era um Deus do Esquecimento. Já beber da Água da Vida ou da Fonte da Juventude Eterna teria a possibilidade de fazer o Tempo desaparecer: há aguas que induzem a um doce sonho eterno.. 
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MÁS AGUA PARA EL MOLINO!!
A leitura dos sonhos abre caminho a processos narrativos que incorporam várias línguas, conjugam lugares, aproximam culturas, congregam épocas, misturam expressões vulgares com relevantes encadeamentos teóricos. Joyce realiza o que os textos de Freud sugerem. Joyce explora violate – lembrançca de Freud? – já na primeira página. Finnegans Wake exige interpretação. O romance faz do leitor analista. 
A experiência onírica parte o eu em dois. Um é o eu que restaura o sonho, outro é o eu que origina as imagens estranhas, aflitivas. Nos tempos míticos, dava-se ao sonho personalidade própria. O sonho estava a serviço dos deuses, era um outro, portador do bem e do mal. No sonho guerreiam eus - sonheus. O eu consciente alista-se na milícia dos construtores de individualidades, o eu do sonho divide-se em muitos: guerreiros, gigantes, jovens e velhos, pais e filhos, patrões e empregados, escritores e carteiros, reis e rainhas. O sonho abre a porta a todos - Here Comes Everybody – o Homem a Caminho Está. Do sonho nasce o romance. 
Assim como Ulisses, Finnegans Wake impõe renovados hábitos de leitura. A linear não basta. Em cada parágrafo, em cada frase, em cada palavra, tocamos estratos sobrepostos, convite a trabalho de arqueólogo. Verticalidade e horizontalidade se entrecruzam espacial e cronologicamente. Surgem arqueoleitores. Em minúcias do presente ecoam as origens, sucedem-se horizontes culturais variados, encadeados. Andamos por muitos lugares sem sair do mesmo lugar, o já sabido acolhe o novo, faces anoitecidas guardam traços do amanhecer. Até em fatos insignificantes se adensam compactas experiências pessoais. Avolumam-se fábulas, diálogos, anedotas, cantos, rumores; versões uma da outra, e todas, versões de conflitos insistentes. 
O sonho navega por águas que a vigilância comprometida com o socialmente aceito deliberadamente ignora

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