etc etc..., desencadearam mais modificações de comportamentos do que todos os revolucionários políticos do século passado juntos, sejam da direita ou da esquerda. E porquê?
PORQUE O COMPORTAMENTO PRIMATA SOMENTE SE MODIFICA SOB O IMPACTO DE UMA NOVA TECNOLOGIA.
Um bando de chimpanzés irá repetir roboticamente os mesmos
comportamentos por milênios ou mais; se alguém os ensinar como usar pedras para obter alimento ou então uma linguagem de sinais simples, eles irão imediatamente modificar o seu comportamento sob o "choque" dessa nova tecnologia.
As sociedades humanas (por exemplo: China, Bizâncio) podem também permanecer estáticas e repetitivas por longos períodos de tempo, até que novas tecnologias desencadeiem novos comportamentos.
Primatas domesticados (nós, humanos) mudaram mais nos últimos cem anos do que em toda a história anteriormente, sob o impacto de uma "acelerada aceleração de tecnologias".
O comportamento genético se modifica com muito maior velocidade do que o
comportamento adquirido quando uma tecnologia nova é introduzida, porque o código genético contém aquilo que Lorenz denomina de "buracos", ou PONTOS DE VULNERABILIDADE DE IMPRINT, onde novos imprints (redes de novos circuitos neuro-genéticos) podem ser formados. O choque e a confusão, que são dois subprodutos de uma nova tecnologia, podem disparar este tipo de vulnerabilidade de imprint (vide a EXO-PS CHOLOG de Thimothy Leary e HOW REAL IS REAL de Paul Watzlawick).
A inteligência autêntica é a habilidade de receber, integrar e transmitir
novos sinais rapidamente. Isto segue a definição de Wiener em CIBERNETICS, onde para "viver de forma eficiente temos de viver com a informação adequada", e também da TEORIA MATEMÁTICA DA COMUNICAÇÃO de Shannon.
O termo hermetismo é empregado para descrever a literatura hermética, atribuída ao deus grego Hermes. Essa literatura se caracteriza pela busca de conhecimentos (informações) secretos (gnósticos). Hermes é o deus da comunicação, o mensageiro, aquele que viabiliza as trocas de informações. O ciberespaço é, como o espaço sagrado de movimentação de conhecimentos e de informações, um espaço de encruzilhadas. Ele é uma casa para as "comunidades de almas" . Assim sendo, nós podemos traçar paralelos entre o ciberespaço enquanto impacto de uma tecnologia chocante e a arte hermética da memória, a criptografia e a cosmologia gnóstica.
O hermetismo é, desde o começo, uma técnica ocultista de armazenamento e de tratamento de informações. O pensamento criativo é imerso num mundo de informações das mais diversas fontes. A manipulação mágica das informações no hermetismo e no gnosticismo encontra sim um paralelo com as manipulações de dados nas redes de computadores e nos sistemas de realidade virtual, pois como um espaço hermético, o ciberespaço é um espaço da memória, um espaço imaginário povoado de imagens, de encruzilhadas, um "inner space" (Santo Agostinho)..
A batalha atual dos "cypherpunks" pela adoção de sistemas públicos de criptografia de mensagens encontra também um eco na mística da cabala e das criptografias antigas. A criptografia de mensagens era vinculada à valorização do poder não como simplesmente saber ou conhecimento, mas como código secreto, como conhecimento hermético, acessível somente aos iniciados. A quebra dos códigos secretos é a fonte do poder máximo pois o hermetismo é fundado nas técnicas de numerologia a partir das quais nós podemos desvendar mensagens esotéricas relativas ao rito mistérico da iniciação. O desenvolvimento da criptografia de massa pelos cypherpunks (assim como o de agentes) faz com que o ciberespaço seja um espaço mágico de circulação de códigos secretos que aí circulam em busca de informações capazes de integra-los e traduzi-los. Logo, não é ao acaso que McLuhan dizia que com o advento da eletricidade nós entramos num "TEMPO DE ILUMINAÇÃO".
O ciberespaço, como espaço mágico por excelência, é visto como potencializador das dimensões lúdicas, eróticas e espirituais do ser humano. Nós podemos dizer que com o advento da cybercultura, estamos diante de uma verdadeira "info-gnose", um rito de passagem em direção á super-conscientização.
Post Scritptm;
A estupidez é um bloqueio na habilidade de receber, integrar e transmitir
novos sinais rapidamente. Programas genéticos, se não forem corrigidos por
novos imprints, podem gerar este tipo de "cegueira aos sinais de
informação": o comportamento genético, mecânico, inconsciente, não é
passível de ser corrigido pelos circuitos de retroalimentação dos centros
nervosos superiores. A ENCULTURAÇÃO (que consiste em se identificar os mapas de realidade do rebanho como sendo a REALIDADE) pode também gerar esta cegueira aos sinais: os sinais que não se conformam com a convenção social e a ordem estabelecida são reprimidos, ignorados, recobertos com projeções ou distorções de todo tipo, até que se amoldem aos mitos e convenções socialmente aceitos, ou simplesmente são esquecidos muito rapidamente.
A DARPA (a agência de tecnologia militar dos Estados Unidos, co-responsável pela invenção da Internet), que move milhares de milhões de dólares para desenvolver tecnologia de ponta, sustentou a conferência Narrative Networks (N2): The Neurobiology of Narratives, como parte de um programa interessado em medir os esforços de contar histórias no ser humano. O Coronel William Casebeer, que presidiu esta conferência, disse:
''Se fosse para apostar, diria que há certas histórias (ou a forma de conta-las ao público) que são adictivas (viciantes) e, neurobiologicamente falando, não muito distintas de inalar um pouco de alguma droga altamente viciante''.
Vejamos o que a própria DARPA pensa, com sua característica linguagem militar obtusa, sobre os efeitos das narrativas:
''O impacto das narrativas em psicologia humana abarca desde que eventos recordamos com maior facilidade até nossas decisões sobre importantes condutas fundacionais que definem nosso grau de confiança nas demais pessoas. Já que o cérebro humano é a causa próxima de nossas ações, as narrativas têm um impacto direto nos processos neurobiológicos dos receptores e emissores. Entender como as narrativas informam os processos neurobiologicamente é crítico se queremos determinar que efeito tem sobre a psicologia e a neurobiologia das decisões humanas e seus comportamentos, e podem ajudar em tudo o que vai desde explorar como o transtorno de stress-pós-traumático está condicionado pela repetição do evento, até entender os pensamentos e sentimentos de outras pessoas.
O neuroeconomista Paul Zak, que assistiu á conferência da DARPA sobre a neurobiologia da narrativa, realizou estudos nos quais detectou que ver uma história sobre um garotinho de 4 anos com câncer terminal incrementa o nível de oxitocina no cérebro em 47%, em comparação com uma película emocionalmente neutra...
(...)
Os primatas domesticados, como os selvagens, desejam principalmente que um MACHO ALFA os liderem. Quanto mais esta figura vier a se aproximar do
arquétipo primata primordial, isto é: o babuíno mais mal encarado e mais
temperamental do bando - mais ferventemente os outros primatas o seguirão. Isto explica a aparentemente inexplicável ascenção ao poder dos tipos evidentemente sub-humanos de Mussolini, Nixon, Stalin, Hitler e dos homens á frente das ditaduras na América Latina, como a nossa . A lógica narrativa deste tipo de primata é: "se ele é assim tão ruuuim" no sentido em que a palavra "ruuuuim" é utilizada dentro da comunidade primata, "ele irá fazer os bandos de
primatas competidores fugirem apavorados com os rabos entre as pernas".
Depois de encontrarem um macho alfa para liderá-los, os primatas
domesticados então buscam um bode expiatório a quem culpar pelos seus
problemas, como a Ditadura procurou fazer com os comunistas, e como a União Soviética procurou fazer com os comunistas que a criticavam, e como governos populistas como o nosso procuram fazer com qualquer um que lhe critique com inteligência e propriedade. Eles agem desta maneira porque a resolução de problemas exige inteligência, e existe muito mais estupidez do que inteligência neste planeta, e particularmente dentro do nosso atual Governo.. Os primatas domesticados não são otimistas no que se refere a resolverem os seus problemas, que lhes parecem insolúveis no seu estado confuso habitual, situados como estão entre os reflexos mamíferos e a consciência objetiva. É mais fácil para uma mente estúpida culpar alguém pelos seus problemas do que enxergar a própria estupidez e incompetência.
A função principal do macho alfa num bando de primatas domesticados é a de encontrar, denunciar e liderar a perseguição de tais bodes expiatórios,
sejam eles internos ou externos.
Para os primatas selvagens, assim como para os outros mamíferos, as emoções funcionam como sinais de emergência, mobilizando a energia para as situações de "ameaça", ou seja, aquelas que desafiam a territorialidade ou o "status" na hierarquia do bando.
Dentro de um partido politico, ocorre algo parecido.
(...)
A estupidez é parcialmente genética e parcialmente adquirida...
A porção genética da estupidez está programada em todos nós e consiste no
"comportamento mamífero típico", o que quer dizer: uma boa porção do sistema nervoso humano está numa espécie de "piloto automático", tal como no sistema nervoso de um chimpanzé (ou na atual gestão do setor elétrico no Brasil), que se assemelha ao nosso, ou então para com um sistema nervoso mais distantemente relacionado. Os programas de territorialidade, hierarquia no bando, partido político e outros, representam estratégias evolucionárias estáveis e, portanto, funcionam de maneira mecânica, sem a interferência do pensamento racional, que dirá de um intelecto produtivo. Esses sucessos evolucionários relativos se tornaram programas genéticos devido ao fato deles funcionarem suficientemente bem para o mamífero ordinário nos assuntos ordinários dos mamíferos. Eles se transformam em estupidez nos seres humanos, onde os centros corticais superiores foram desenvolvidos como um SISTEMA DE MONITORIZAÇÃO PARA INJETAR TÉCNICAS DE SOBREVIVÊNCIA MAIS SOFISTICADAS, E PARA CORRIGIREM OS PROGRAMAS (GOVERNAMENTAIS OU NÃO...rs)ESTEREOTIPADOS COM OUTROS MAIS FLEXÍVEIS.
Em resumo, enquanto um ser humano obedecer aos programas genéticos e do bando primata, sem respeitar ou receber qualquer retorno da córtex, aquele humano está agindo como um macaco, e ainda não encontrou meios de utilizar o NOVO CÉREBRO.
A porção adquirida da estupidez é o resultado da ENCULTURAÇÃO, que é o
processo pelo qual o sistema nervoso humano, flexível, polivalente, sofre um
processo de lavagem cerebral para abandonar a sua flexibilidade, e
convencido a imitar (mímica) comportamentos estereotipados, crenças,
valores, opiniões, etc... do rebanho (ou partido político) ao qual ele pertence
Kalki-Maitreya
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